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Criado com o intuito de partilhar momentos de criatividade, numa vertente poético-fotográfica, este espaço é aberto a todos os visitantes interessados no resultado que a metamorfose das emoções possibilita.

Atrevo-me, pois, a pendurar nas "paredes" desta minha "sala de visitas", o que constitui o acervo da minha galeria de lembranças.

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Agnaldo Lima


sábado, 13 de abril de 2013

Detalhe do para-peito de uma ponte no parque de Buttes-Chaumont - Paris, 1989







fototografia e texto © agnaldo lima

 

POESIA(R)-te
 
 
Poesio-te sem a preocupação das silabas bem contadas,
sem o pudor das palavras bem escritas,
sem os grilhões que atrofiam a liberdade artística e literária
e sem o preconceito pelas mil e tantas formas de o fazer, presumíveis.
 
Poesio-te como se fosses o último dos seres poetizáveis,
como se fosses a última gota d'água que se bebesse,
como se fosses o último desejo aceitável,
como se fosses a última flor que jamais morresse.
 
Poesio-te como se fosses o meu último gesto,
na caminhada tão vaga que é viver,
entre mentiras, preconceitos e promessas,
na busca do tudo querer ser.
 
Poesio-te porque foste o último amor que tive,
em linhas paralelas e desiguais,
cujo caminho seguias, fronte erguida, a olhar em frente,
enquanto eu, calmamente, à tua sombra caminhava.
 
 
 


2 comentários:

  1. Adoro a foto. É poderosa! Felina...
    Inspirador o teu homem sombra, caminhando calmamente, verdadeiramente entregue ao amor.
    O amor que liberta. Felicito-te especialmente pela já habitual ausência de máscaras. Beijo
    Manuela Henriques
    13-04-2013

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  2. Obrigado, Manuela, pela tua agradável visita e pelo teu carinhoso comentário, o qual muito me envaidece.
    Beijo
    Agnaldo Lima

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